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MAPA DOS VISITANTES DESDE O DIA 29/11/2009

domingo, 31 de maio de 2015

ONTOLOGIA


Domingo, 31 de maio de 2015
ONTOLOGIA
Pretendo, neste texto, escrever sobre um tema filosófico da maior relevância e, mais uma vez, sem fazer consultas. Penso que assim fico mais à vontade e reafirmo a proposta deste blog — de trazer a Filosofia para o cotidiano, logo, longe do academicismo que, quase sempre, não articula teoria e prática. A ontologia foi esquecida durante muito tempo por boa parte dos filósofos, principalmente na Filosofia Moderna, quando houve um deslocamento da ontologia para a epistemologia; mas que, na Filosofia Contemporânea, voltou a ser debatida.
Mas o que é ontologia? Não tenho condições de fazer uma História da Filosofia e explicitar, em minúcias, um dos temas filosóficos mais difíceis. Portanto, vou apenas "roçar" de leve o assunto, para que os interessados tenham uma ideia e possam investigar a respeito de um tema tão complexo. A ontologia, numa definição bem simples, é a parte da Filosofia que estuda o ser da forma mais geral possível. Todavia, não devemos confundir o "ser" como verbo; pois, aqui, ele deve ser compreendido como substantivo.
Há um outro problema: reportar-se ao "ser" é algo abstrato; por exemplo, quando pergunto sobre o que é a "verdade", este conceito diz respeito ao "ser" — mas como descrever a "beleza" sem me dirigir a algo belo? Em vez de usar o conceito abstrato de "verdade", é mais simples definir o que é o “verdadeiro”. Ao insistir na pura abstração nos perdemos em devaneios insolúveis. Por outro lado, quando questiono o que é o "verdadeiro", refiro-me a algo particular, concreto; enfim, estou dizendo sobre aquilo que tenho contato ou que posso pensar sobre ele de alguma forma, ou seja, refiro-me ao "ente". O ente pode ser uma pessoa, uma árvore, uma pedra, um pensamento, uma possibilidade, entre outros.
A ontologia preocupa-se com a inteligibilidade do "todo" — aquilo que é comum a todos os entes — e as suas possíveis conexões. Ela quer compreender o que "é" o que "é", o porquê existe este mundo e quais são as entidades mais simples e primitivas que constituem a estrutura da realidade. É evidente que não existe apenas uma explicação ontológica. Há muitas divergências entre os filósofos. Desde aqueles que negam a possibilidade de uma ontologia — porque, para tais filósofos, as ciências já estudam os objetos particulares e concretos — até os filósofos que, no século XX, tentaram reduzir a Filosofia a uma simples análise da linguagem. O Positivismo, por exemplo, é uma destas correntes que rejeitam a ontologia; todavia, não percebem que fazem uma ontologia empobrecida, afinal, como podem dizer algo sobre o mundo e as entidades que estão nele e, portanto, existem? Se não existissem, como fazer ciência? Sobre o nada? Mas o nada também é um assunto ontológico!!! Logo...
A ontologia faz um esforço enorme para compreender a relação, a duração, a identidade, a liberdade, o tempo, o espaço, a substância, os predicados, as categorias como qualidade, quantidade, modo, possibilidade, etc.
Eis alguns problemas colocados pela mais universal e abstrata das disciplinas da Filosofia. Não é nada fácil dizer sobre a inteligibilidade deste mundo e de outros mundos possíveis. Esta discussão existe desde os "pré-socráticos" e, até o momento, não se chegou a um consenso entre as diversas doutrinas filosóficas. Espero que compreendam o caráter superficial deste texto. Ele não tem a intenção de esgotar o assunto; mesmo porque, penso que se eu dedicasse a minha vida toda a estudar só tal disciplina, ainda assim ficaria apenas na superfície deste imenso oceano: a ontologia.
TEXTO: MARCO AURÉLIO MACHADO


quarta-feira, 29 de abril de 2015

RENASCIMENTO

Quarta-feira, 29 de abril de 2015

RENASCIMENTO
Quando menos esperamos, eis a dona Morte, com a sua foice, a nos tocar o ombro e a nos chamar... No meu caso, em particular, ela não tocou no coração: arrombou-o e fez um grande estrago, "matando" boa parte desta bomba que distribui sangue e oxigênio por todo o organismo. Eis um verdadeiro encontro com a morte: um infarto agudo do miocárdio grave — muito grave...
As pessoas geralmente "vivem" e dificilmente pensam sobre a morte. Refletir sobre a dita-cuja, então, nem se fala...
Vivemos a nossa rotina diária quase que como robôs programados. Até que um dia... Zás! Eis a vida escapando: um acidente, uma batida de carro, uma queda, um AVC, um infarto, entre outras possibilidades, e pode ser o fim da dádiva da natureza: a vida, a loteria pouco provável do nascimento de um ser em geral e a do ser humano em particular...
Ninguém está livre das contingências e do acaso. Quando os fatos acontecem, há opiniões, explicações e crenças para todos os gostos. É a velha tentativa dos seres humanos de dar um "sentido", um "significado" à existência. Sempre foi assim, sempre será assim...
Infelizmente, quando as situações supracitadas acontecem conosco, a ficha custa a cair. Temos a mania de pensar que as coisas ruins só acontecem com os outros.
Um filme passou pela minha mente quando saiu o diagnóstico: "você teve um infarto". Uma sentença de morte? No meu caso, felizmente para a minha família, amigos e cadelinhas, foi um susto muito grande... Para mim, ficou a certeza de que aconteceria um dia, talvez por isso eu tenha a mania de me despedir das pessoas. Vá saber o porquê de comportamento tão estranho a um cético. Foram 42 dias internado (pareceu-me uma eternidade).
Os dias que passei no hospital foram de grande aprendizado para mim. Lá, tive a companhia até de uma psicóloga. Gostava de "filosofar" com ela sobre a vida e a morte: complementos necessários à própria renovação da vida.
— Um dia ela me perguntou como eu lidaria com os meus fantasmas.
No aconchego de um hospital, do nível em que fiquei, não havia assombrações e fantasmas, pois me sentia seguro. Respondi que só saberia lidar, ou não, com os meus receios e medos depois que ganhasse alta. A alta tornou-se a minha liberdade — e a minha prisão.
Para quem carrega um pedaço da morte dentro do peito (necrose de boa parte do coração) —, vou tentar encarar os meus fantasmas de frente, mesmo sabendo que jamais serei o mesmo, nem do ponto de vista físico nem psicológico. Muitas coisas morreram dentro de mim, e pouquíssimas renasceram. Todavia, o que nunca morreu foi o imenso carinho pela família, alguns amigos, amigas e as minhas cadelinhas...
Ainda não foi desta vez, senhora Morte! Pode ficar longe de mim por mais algumas décadas...
TEXTO: MARCO AURÉLIO MACHADO

domingo, 29 de março de 2015

FILOSOFIA: UMA DISCIPLINA PARA A VIDA TODA

Domingo, 29 de março de 2015
FILOSOFIA: UMA DISCIPLINA PARA A VIDA TODA
Se tem algo que me incomoda um pouco na sociedade em geral e na escola em particular é o sentimento velado, portanto implícito, sobre a "importância" da Filosofia, principalmente no Ensino Médio. Evidentemente que as disciplinas da área de Humanas também sofrem preconceito; todavia, não se comparam à Filosofia. Há uma espécie de deboche mascarado a respeito de tal disciplina: fato. Diante da situação supracitadas, proponho neste texto fazer uma análise e uma reflexão sobre o tema — afinal, professores e profissionais da área precisam trazer à luz o que está oculto...
É importante relembrar aqui que a Filosofia é uma "senhora" idosa: existe desde o século VI a.C. — e que a tradição histórica considerou como pai o filósofo grego Tales de Mileto; aquele pré-socrático que disse, pela primeira vez, que a água era a arché de todas as coisas — era o advento da Filosofia. A razão é histórica, foi inventada na Grécia, e a Filosofia é uma enciclopédia viva, apesar de ter milênios de vida... Podemos dizer o mesmo de todas as outras disciplinas? Elas existiriam se os gregos antigos não tivessem inventado a razão? Algum outro povo, contemporâneo dos gregos, foi capaz de organizar o pensamento, sistematizar e abstrair conceitos muito além das "técnicas rudimentares" de outras "culturas" antigas? Basta refletir um pouco para perceber o óbvio; mas quem se especializou numa determinada disciplina quase sempre só vê a "realidade" de forma fragmentada — não tem uma visão de conjunto; para simplificar a compreensão, vou ser bem didático: não percebe a totalidade da existência humana...
A pessoa que estuda Matemática e Física, por exemplo — as disciplinas mais valorizadas na sociedade capitalista contemporânea, mas que no Brasil são extremamente valorizadas, apesar de os professores que as lecionam não serem recompensados, financeiramente, por isso —, são importantes até o estudante passar no "vestibular", no ENEM, ou se for fazer um curso superior que exija muito a presença de tais disciplinas. O mesmo se pode dizer em relação a quase todas as outras matérias, principalmente as chamadas ciências naturais: são necessárias até um certo ponto, depois depender-se-á da profissão que o indivíduo escolherá.
Entretanto, as disciplinas da área de Humanas são consideradas pela maioria fáceis, quando não desnecessárias. Reflita sobre a ironia e o grau de ideologia e alienação a que estamos submetidos!! Seres humanos que dispensam a condição de humanos...
O que dizer, então, da Filosofia? Ela só com muito esforço poderia ser encaixada na área de Humanas; porque ela, além de poder ser interdisciplinar, é, por natureza, transdisciplinar. Ou seja, não tem um objeto específico, mas contribui para que o saber não seja compartimentado, fragmentado... Ela "costura" uma percepção da realidade como um todo: enxerga além do horizonte, percebe o que está subentendido, implícito, e por isso traz à tona como os seres humanos poderiam ser mais "ricos". Não financeiramente, mas na relação com os seus semelhantes e com a natureza.
Filosofar deveria ser uma experiência ímpar na vida de uma pessoa; pois, a Filosofia reflete, analisa, compara, problematiza todos os objetos e saberes humanos. E ela está em toda parte, pois tudo é objeto da reflexão filosófica: a política, a ética, a arte, a religião, a ciência, o senso comum, o conhecimento, a Lógica, a metafísica, a História, a cultura e todas as demais práticas humanas.
A Filosofia só não é importante para quem abriu mão da autonomia e da liberdade para ser escravo da heteronomia e da manipulação. Estes estão a serviço dos deuses mitológicos do atual sistema escravagista do consumismo exacerbado e garantidor de uma felicidade até chegar a fatura do cartão de crédito. Pior: quem mais fala mal da Filosofia são os que se acham adultos e esclarecidos, mas que, na verdade, usam fraldas nos neurônios e não aprenderam a respeitar, por absoluta ignorância, a mãe de todas as demais disciplinas: a Filosofia, o outro nome da liberdade...
TEXTO: MARCO AURÉLIO MACHADO

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O MITO DA MERITOCRACIA!

Segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
O MITO DA MERITOCRACIA!
Há uma discussão rasa, preconceituosa, ideológica e alienada sobre a "meritocracia", principalmente com o advento das reformas neoliberais no mundo, em geral, e no Brasil, em particular. O mantra não vem de um místico, nem foi contemplado na metafísica platônica por parte de algum capitalista "iluminado" — aliás, um capitalista iluminado existe? Acredito que sim!! Pelos holofotes em suas variadas formas: mídia, festas, badalação, ostentação... Depois? As trevas da alma!! Todavia, "a alma", neste contexto, não deve ser confundida com alguma substância eterna e imortal preconizada pelas religiões e "o esoterismo" dogmático.
A perplexidade só aumenta no atual sistema; pois, a impressão que passa, àqueles que têm uma percepção ampla da situação, é que há uma espécie de escatologia histórica e que o sistema capitalista de produção existe como se fosse o outro nome da História — e esta tem uma finalidade inexorável decretada por Deus!! Um Deus que estaria de acordo com a exploração e a opressão; com a destruição da criação, ou seja, a natureza? Deus aceitaria a extinção da própria espécie humana por causa da ambição, ganância e egoísmo? Será? Duvido...
O maior problema é que a maioria das pessoas não desvela problema nesta concepção!! Enquanto o apocalipse não chega, podemos fazer deste mundo um "eterno" carnaval!! Contudo, onde entra, neste texto, a tal "meritocracia"? O que é meritocracia? O poder do mérito!! E de onde vem o mérito? Segundo a "nata" bem nascida, sabe-se lá como, vence na vida quem é "esforçado", que estuda e "trabalha duro"; que tem uma imensa "força de vontade"; que acredita em Deus e é abençoada por "Ele"; que a inteligência é apenas "inata", ou seja, está no DNA do indivíduo que nasceu para vencer, porque é merecedor!! Uma pessoa realmente inteligente acredita nisso? Duvido...
Evidentemente que o esforço pessoal, a força de vontade, o estudo e o trabalho duro são essenciais para uma pessoa "vencer na vida". Mas não podemos esquecer que uma pessoa que nasceu numa família das classes com maior poder aquisitivo tem muito mais possibilidade de garantir o "mérito". Senão, vejamos: a alimentação balanceada, o acesso à cultura (teatro, cinema, livros, intercâmbios), escolas particulares, aprendizado de línguas, maior preparo por causa do sustento dos pais — que bancam os estudos nas melhores escolas públicas federais, inclusive a extensão desses privilégios até mesmo nas melhores universidades do mundo — fará ou não alguma diferença?
Eis a prova cabal desta tese: basta supor a adoção de algumas crianças pobres, desde a mais tenra idade, por famílias abastadas. Elas teriam ou não mais chances de conseguirem a tal "meritocracia"? Usufruiriam do conforto e das benesses, incluindo, além do supracitado, as diversas influências: política, econômica, social e cultural. Se tais crianças nascessem e crescessem numa família pobre ou miserável, só com muita "força de vontade"; todavia, esta é uma exceção e não uma regra, afinal o fundamento da meritocracia é o "berço" em que se nasce. Algumas pessoas conseguem fugir do destino de reprodução da pobreza; porém, não é fácil.
Conclusão: a Meritocracia é um mito — uma ideologia que inverte a realidade, cujo objetivo é naturalizar o que é social, econômico, político, histórico e cultural. Os denominados "coxinhas" não sabem disso, porque a alienação faz com que o sujeito não saiba a diferença entre ele e um objeto... Ele não pensa, é pensado!! A sua voz é um eco do que há de mais podre neste País — o ódio de ter que dividir o mesmo espaço com os sem quase tudo...
TEXTO: MARCO AURÉLIO MACHADO

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

REFLEXÃO SOBRE LIVROS DE AUTOAJUDA!!

Quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
REFLEXÃO SOBRE LIVROS DE AUTOAJUDA!!
Os denominados livros de autoajuda e aqueles "especialistas" que fazem das palestras sobre tal tema — um meio de ganhar a vida, sobretudo os mais "famosos" —, provavelmente não devem ter o que reclamar em termos financeiros; pois, o mercado referente à autoajuda parece que aumenta na proporção que se aprofunda a depressão, a angústia, o vazio existencial e o desejo infinito de ser feliz das pessoas.
Estamos "vivendo" numa época em que trocamos a reflexão pessoal pela "sabedoria" superficial dos vendedores de soluções fáceis para a tão decantada "felicidade". O primeiro parágrafo mostra o quanto o mercado de autoajuda lucra com a carência humana. O importante é ser feliz; mas não perguntamos, questionamos, indagamos ou problematizamos o que significa a felicidade. Substituímos um tempo que deveria ser necessário para mergulharmos profundamente nas questões essenciais da existência; para lermos livros e frequentarmos palestras dos conselheiros de autoajuda de como devemos pensar, sentir e agir.
Em outras palavras, trocamos a autonomia pela heteronomia; a escolha pessoal pelas escolhas dos especialistas da "alma humana"; a liberdade pela suposta experiência de quem sabe o que é a vida e a felicidade. Será que tais livros e "especialistas" de autoajuda sabem mesmo o que é ser feliz e são felizes em ato e não apenas em potência, como talvez diria Aristóteles?
É difícil acreditar que aqueles que preconizam soluções para todos os dilemas e sofrimentos da vida vivam, de fato, a felicidade ditada em livros e em frases decoradas nas constantes palestras. Parece-me, para relembrar aqui o grande filósofo Epicuro, que aquilo que não é natural nem necessário não pode nos proporcionar alegria e uma vida digna, honrada e feliz.
Pelo contrário, a ânsia de fama, poder, glória e muito dinheiro são desejos artificiais que podem nos trazer muitas amarguras. Não seria justamente disso que a sociedade do consumo faz apologia como a panaceia de uma vida feliz?
A meu ver, os livros de autoajuda devem ser "lidos" com uma lupa. Deveriam ser comparados com a biografia dos autores; porque, parece-me que quem propõe soluções fáceis para os grandes desafios da existência quase sempre não consegue resolver os próprios problemas. Dizer o que o outro precisa fazer em tal e qual situação é uma coisa; colocar em prática as "teorias" (conselhos) é outra muito diferente...
Além do mais, é preciso ter-se uma visão de conjunto da realidade humana, afinal as vicissitudes pessoais estão num contexto mais amplo, não são apenas psicológicas — o homem é um ser econômico, religioso, cético, cultural, social, político, entre outros. Ao nos depararmos com livros de autoajuda e especialistas da área, devemos nos perguntar: estes livros e as pessoas que os escreveram são sujeitos que escolhem e vivem a felicidade, ou estão mais interessados em serem escravos do dinheiro e são tão vazios e infelizes quanto a maioria das pessoas que os idolatram? É possível ser feliz sem saber o que é a dita cuja ou a felicidade só pode existir em ato — neste sentido, as crianças seriam os nossos melhores exemplos? Pois é...
TEXTO: MARCO AURÉLIO MACHADO

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

"AFORISMOS SOBRE A COMÉDIA HUMANA"

Terça-feira, 30 de dezembro de 2014
"AFORISMOS SOBRE A COMÉDIA HUMANA"
Troque as suas marcas de consumo por uma bela reflexão sobre a importância de malhar os neurônios!
Enriqueça o seu vocabulário e ganhe de presente uma concepção de mundo mais ampla!!
Preste atenção ao discurso dos hipócritas, reflita profundamente sobre ele; e, então, você descobrirá o verdadeiro significado desta frase: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”!
Quando o homem se olha no espelho, ele pode até não saber, mas "enxerga" a imagem do demônio. Este ser é a imagem e semelhança dele (homem), projetada num suposto mundo sobrenatural.
A melhor educação é o exemplo e não o discurso; todavia, lembre-se: querer ser um ideal para os outros, além de ser uma postura vaidosa, é esquecer-se que somos humanos e não deuses!
Livre-arbítrio é o mantra sagrado de quase toda a humanidade; todavia, a dita cuja não consegue deixar de ser prisioneira dos seus desejos naturais... Pior: entra na prisão "livremente" do consumo capitalista e ainda agradece a Deus por ser alienada!! Eis a Humanidade despida!!!
Se existe um inferno, lá foi inventada a política...
Sabe o "Ano Novo"?!! Então, não passa de um ritual "maquiavélico", inventado pelas elites, para que o povo acredite num futuro próspero!!
As elites vendem a ilusão, mas elas usufruem a "realidade"!!
Alexandre, "o grande", foi pequeno diante de homens como Diógenes, o Cão!!!
Conheço muitos "ateus" e crentes que adoram deuses humanos; contudo, grande parte deles são prisioneiros de uma maçã mordida... Detalhe: e não é uma fruta!!
Compreenda que uma crítica ácida não é inveja. Para a massa acéfala, tudo é "recalque e inveja". Eu seria o homem mais invejoso e ambicioso do mundo se tivesse o poder da imortalidade!!
TEXTO: MARCO AURÉLIO MACHADO

sábado, 29 de novembro de 2014

ÉTICA CAPITALISTA" E PUBLICIDADE INFANTIL



Sábado, 29 de novembro de 2014
ÉTICA CAPITALISTA" E PUBLICIDADE INFANTIL
O Brasil é um país capitalista. Partindo de tal pressuposto, quais seriam os limites e os critérios éticos para decisões importantes que se destinam a um ser ainda em formação?

O assunto é polêmico; no entanto, numa sociedade que engatinha na democracia, não deve ser uma espécie de tabu. Afinal, se a publicidade e a propaganda estimulam desejos e necessidades artificiais nos adultos, é preciso imaginar e refletir sobre os efeitos nefastos na mente das crianças.
O público infantil serão os jovens e os adultos de amanhã, ou seja, do futuro. O ser humano não é apenas um consumidor, um ator apenas econômico. Pelo contrário, é um ser cultural, social, político e, por isso, deve ter uma formação integral, uma visão holística e um sentimento de pertencimento a uma coletividade.
Todavia, para muitos cidadãos, pais, mães, entre outros, nem toda publicidade infantil é prejudicial. Há vários assuntos que são considerados proibidos ao público infantil por parte dos conservadores que deveriam ser debatidos e discutidos numa sociedade pluralista como o é a brasileira. Assuntos polêmicos como a união homoafetiva, o respeito às crenças e descrenças religiosas, as cotas reservadas aos negros nos mais diversos espaços da convivência humana, a inclusão social e a transformação política. Esta, talvez, seja a mais importante de todas; pois, o poder político está em toda parte e a carta magna brasileira diz que "todo poder emana do povo". Logo, o debate sobre a publicidade infantil é muito importante para ser decidido por aqueles que — teoricamente — representam o povo: a classe política.
Portanto, numa democracia não apenas abstrata, mas substantiva e concreta, o tema da publicidade infantil é fundamental; porque, uma criança não deve ter a concepção apenas de nascer, crescer, trabalhar, reproduzir e morrer. Uma compreensão mais ampla da vida e, principalmente, de que é necessário ter uma identidade, saber e agir para a preservação do planeta para as futuras gerações; e compreender mais tarde que a publicidade infantil não é boa ou má em si, embora possa ser utilizada para formar futuros cidadãos críticos e conscientes — ou alienados — a serviço de um consumo desenfreado e irresponsável.
P.S.: O texto supracitado foi pensado e escrito a partir do tema da redação do Enem deste ano.
TEXTO: MARCO AURÉLIO MACHADO

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

FRASES POLÍTICAS, SOCIAIS E ECÔNOMICAS NO BRASIL!

Quarta-feira, 29 de outubro de 2014
FRASES POLÍTICAS, SOCIAIS E ECONÔMICAS NO BRASIL!!
A maior parte da imprensa no Brasil não informa, manipula...
A classe média alta se identifica mais com os ricos do que com os pobres, mesmo quando é assalariada!!
A democracia no Brasil é abstrata na igualdade; todavia, do mais rico ao mendigo, o voto tem o mesmo valor — mas a maioria das classes A e B pensa que cada voto deveria valer por dois, afinal é uma injustiça ter o mesmo peso numa eleição.
As classes mais abastadas querem um Estado mínimo com os votos de quem precisa de um Estado que distribua parte das riquezas e promova o bem comum.
As elites preconizam um refinamento social; mas, em termos políticos, os chicotes estão na "alma".
Eles usam black-tie e calçam ferraduras contra a vontade popular.
A maioria dos ricos e a classe média que têm fé cristã acreditam que Jesus era de direita.
Ao contrário dos ricos e da classe média B, não chamarei os que votaram no candidato do PSDB de burros; pois estes não merecem ser comparados com os "inteligentes" que não sabem reconhecer que o país não é o paraíso, mas está longe de ser o inferno.
Eis uma frase dita na ditadura, mas que serve para a nossa atual democracia: “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Espero que a direita reacionária faça as malas e nunca mais volte. Já vai tarde!!
Os "inteligentes" que votaram no PSDB ainda não fizeram as contas; pois o PT teve mais votos no Sul, Sudeste e Centro-Oeste do que no Nordeste e Norte.
Se as classes A e B são minoria, não deveriam espernear e espumar com os votos da maioria das classes C, D e E. O povão pode até não saber falar línguas, frequentar teatros e ser culto, mas sabe o que é a fome e o desemprego. Entre o conceito e a experiência, resolveu escolher esta última.
Bens materiais podem até fazer o seu corpo ficar mais bonito — mas não podem curar a podridão da alma dos "inteligentes" que não sabem a diferença entre uma democracia abstrata e uma democracia substantiva, concreta...
Se for por falta de adeus, mudem do Brasil e levem o canibal da Chaupezinho Vermelho!
Queremos muito pouco: apenas 30% da CF/88 colocada em prática neste país.
Eu tenho um sonho: desejo que todos os avanços sociais que aconteceram neste país se espalhem por todo o planeta. Seria o outro nome da cidadania, paz, solidariedade e fraternidade entre todos os povos. As forças "inteligentes" no Brasil estão a serviço das trevas; todavia, pensam que brilham como o sol... Doce ilusão...
TEXTO: MARCO AURÉLIO MACHADO

domingo, 28 de setembro de 2014

DEUSES HUMANOS!

Domingo, 28 de setembro de 2014
DEUSES HUMANOS!!
O ser humano já foi definido pelos maiores pensadores e filósofos até os dias de hoje de diversas maneiras: desde o animal racional ao ser econômico. O homem é tudo e nada. É o ser mais inteligente da natureza e o mais estúpido; é o mais genial e, concomitantemente, é aquele que entra num labirinto por conta própria e esquece de levar o torvelinho de linha — é um ser sério e a maior comédia...
Ele é efêmero, transitório, temporal, finito e carente; mas, por causa das crenças que inventa, torna-se o prisioneiro das suas próprias ideias, ilusões, superstições, crendices e opiniões. Por elas mata ou morre, comete as maiores loucuras e sandices; porque, por não se lembrar da origem do que foi supracitado, perde-se em devaneios... Será que o ser humano é um esquizofrênico, mesmo sem o diagnóstico de um psiquiatra? O próprio psiquiatra não seria mais um esquizofrênico; afinal, não é um Deus, portanto, compartilha a loucura humana.

Se por acaso existirem alienígenas e se eles "perdessem" um pouco do seu "tempo" com a "humanidade", talvez as suas naves servissem como arquibancadas para que eles assistissem a um grande e deprimente espetáculo teatral que poderia ter como título: “Os civilizados das cavernas”. Provavelmente, se o suposto alienígena for mais ético, racional, responsável e altruísta, em vez de morrer de rir da comédia humana, choraria tal qual Heráclito; porque diante da ganância, egoísmo, egocentrismo, orgulho, ambição e outros supostos instintos preconizados pelos profetas do darwinismo social — pois, segundo estes, só há mesmo uma forma de produzir, consumir, distribuir e reproduzir no planeta: o modo de produção capitalista. Eis a riqueza que se torna pobreza...
Quem sabe o alienígena chorasse mais ainda do discurso ideológico das classes dominantes, que, ao mesmo tempo que arrotam o darwinismo social, inventaram o Estado para proteger a propriedade privada dos meios de produção. Não seria a criação do Estado a prova inconteste da capacidade racional humana, porque ao lado de outras criações culturais — como, por exemplo, a escrita, a moeda, a leitura, a técnica, a Lógica, a Filosofia e, mais tarde, as ciências e a sua filha nobre e podre, dependendo da forma que se usa, a ciência aplicada ou tecnológica?

O ser humano, como já afirmara Sartre, deseja ser um Deus; mas, sinceramente, o que pensaria do homem o nosso alienígenas? Principalmente quando se trata do poder político? O que ele pensaria dos ratos de esgoto de um determinado partido político aqui no Brasil? Aquele que é considerado por muitos o menos pior, mas também como os criadores desse partido conseguiram transformá-lo numa nova religião. Os seus líderes têm certeza que são deuses — são os messias da nova ERA... Os seus seguidores, em sua maioria, dizem amém, mesmo que tenham "doutorado". Imagine a maioria!! Claro, há exceção...
Se fomos criados por alienígenas, talvez um dia entenderemos o porquê estamos em estado de derrelição e a carência é a condição ontológica humana. O ser que anseia tornar-se um Deus, mas que morre de inveja dos outros animais. Coitado do alienígena. Veio ver um espetáculo e assistiu à morte de uma humanidade que pensa estar viva, mas que não passa de um zumbi...
TEXTO: MARCO AURÉLIO MACHADO

sábado, 23 de agosto de 2014

A RAZÃO "ENLOUQUECIDA!

Sábado, 23 de agosto de 2014
A RAZÃO "ENLOUQUECIDA!
Desde o surgimento da Filosofia, por volta do século VI a.C., há conflitos e divergências sobre todas as dimensões da "realidade". E o conceito de realidade aqui deve ser entendido da forma mais ampla possível; ou seja, desde a natureza última do Universo e de tudo o que o constitui até a questão cultural... Em outras palavras, todas as instituições e demais saberes teóricos, práticos, produzidos e reproduzidos pelo homem: artefatos, política, ética, Filosofia, Ciência, Religião, Arte; enfim, tudo aquilo que a razão, a imaginação, a capacidade de criação, recriação e destruição que a espécie humana é capaz de realizar.
O homem é um ser paradoxal: é melhor e pior (ao mesmo tempo) do que todos os demais seres vivos. Melhor, porque é capaz de realizar coisas e situações maravilhosas, pelo distanciamento, pela reflexão, pelo cálculo e pela imaginação — de se "descolar" da natureza bruta e produzir cultura do mais alto nível —; pior, porque, a despeito disso, criou um poder de destruição tão grande que pode acabar com tudo, afinal, ainda reside nele a pior besta selvagem: o instinto animal que parece ultrapassar a sua capacidade de reflexão sobre o seu lugar no Universo em geral e no minúsculo planeta Terra em particular.
Quem vai nos apontar o caminho a seguir? Infelizmente, ninguém. Como diria o grande filósofo francês, Sartre: "Estamos condenados a sermos livres". Eis mais um paradoxo: condenação e liberdade não são contradições? Em termos lógicos, sim; no contexto do Existencialismo, não. Ele quer dizer o seguinte: estamos condenados porque não escolhemos nascer, muito menos onde nascemos, em qual país, classe social, família... E, livres, porque temos que fazer escolhas o tempo todo e assumir a responsabilidade por elas. Em outras palavras, segundo o filósofo francês, o homem tem uma liberdade absoluta e, por isso, ele não é mais do que aquilo que faz. Ele é o responsável incondicional pelos seus projetos e estes são sempre inacabados — “O homem é um operário em construção”, para relembrar aqui o genial poeta Vinícius de Moraes.
Onde vamos buscar consolo? Nas religiões? Não. Elas não se entendem... Não se entendendo, geram fanatismos e estes geram conflitos e guerras; nos esportes? Não, pois eles geram paixões e estas são responsáveis pelas bestas que moram em nós, logo, promovem discussões, brigas, ambições e a vontade de ganhar a qualquer custo. No caso de alguns esportes, como o futebol, por exemplo, os assassinatos são muito comuns... Nas ciências? Não, pois apesar de ela não ser nem boa nem má, o uso que o atual sistema faz dela torna-la um instrumento do lucro e este está a serviço de uma minoria em detrimento da Humanidade; nas artes? Seria uma saída, mas quem determina o que é arte ou não hoje em dia? Por acaso não seria o mesmo sistema econômico supracitado? Quem promoveria o que de melhor o homem foi capaz de produzir em termos de música, literatura, teatro, pintura, escultura, enfim, nas artes em geral, se as máquinas reproduzem cópias num ritmo mais rápido, intenso e mais barato? A arte nobre fica para uma elite que pode pagar... às massas, sobram caricaturas "artísticas"; a Filosofia? Não. Qual doutrina filosófica nos salvaria? Não há consenso entre doutrinas e filósofos. Na política? Jamais, porque esta é sinônima de poder e onde há poder não pode existir paz; pelo contrário; a diplomacia política quase sempre fracassa e a política costuma se legitimar pela força militar...
Enfim, estamos sós e condenados; infelizmente, fizemos a escolha de uma liberdade incondicional: o desaparecimento da espécie humana. É uma questão de tempo... Ao menos sobrará uma esperança: o instinto dos animais "irracionais" vai superar a razão humana. Infelizmente, o fogo que Prometeu subtraiu dos deuses não foi suficiente para usarmos a razão em prol da Humanidade. Antes fôssemos apenas puro instinto, afinal não teríamos capacidade de produzir cultura e estaríamos integrados à natureza tal qual os outros animais. Parabéns, demônios humanos, vocês venceram algumas batalhas, mas perderão a guerra; pois, fizeram da razão não um instrumento da liberdade, mas da escravidão. A razão, enlouquecida, transformou-se em instinto; contudo, não da preservação da espécie — como acontece nos animais "irracionais" —, mas no instinto de destruição do planeta e do homem. Até nos instintos somos inferiores... O feiticeiro ficou refém do próprio feitiço. Uma pena...
TEXTO: MARCO AURÉLIO MACHADO