18 de junho de 2013
Hoje, fiz um debate na FUNEC-Riacho com o seguinte tema: Poder Político e Movimentos Sociais de Massa. Amanhã, continuarei com mais duas turmas, pois fizemos quatro debates. Confesso que fiquei bastante cansado, afinal tais discussões não são fáceis.
Todavia, valeu a pena! Os jovens ficaram muito entusiasmados, participaram ativamente e admito que fiquei orgulhoso. Não há mudanças sem participação popular. E nenhum povo de qualquer país do mundo conquistou direitos sem lutar arduamente pelos seus ideais. É nessas horas que a profissão de professor, apesar de todos os problemas, faz a diferença.
Sinto-me em êxtase quando observo que tantos jovens chegam à escola totalmente alienados, perguntam pela utilidade de disciplinas como a Filosofia, a Sociologia, a História e a Geografia—enfim, a área de Humanas. Evidentemente que todas as outras disciplinas são importantes, e não queremos nos vangloriar e dizer que apenas os professores dessas áreas sejam fundamentais, mas, do ponto de vista da política, da ética e de uma reflexão mais profunda sobre a realidade humana, não há dúvida de que tais matérias são essenciais.
Seria fundamental que cada pessoa que participasse dessas manifestações estivesse consciente do seu papel como cidadão, porém nem sempre isso é possível. Entretanto,
acredito que é participando do jogo democrático que aprendemos as suas regras. E um movimento de massas não segue necessariamente muitas normas, pois quase sempre há indignação e o sentimento de que a classe política tem nos tirado o "ar". É preciso continuar a luta, pois se queremos um país melhor, temos que construí-lo com as nossas próprias mãos, afinal, com raras exceções, poucos políticos representam o povo de fato e não apenas no discurso vazio.
Representar é tornar presente novamente! A maioria dos políticos tem a política como um fim em si mesma e não como um meio para promover o bem comum. Está na hora de acabar com essa história de continuarmos dando um "cheque em branco para esses crápulas que fingem nos representar. E, tomara, sinceramente, que o povo compreenda que só ele pode fazer transformações profundas.
Nada de partidarismo neste momento. Mais: queremos uma sociedade democrática com direitos substanciais e não apenas formais. Queremos uma igualdade de fato; não uma igualdade abstrata: não desejamos ser "iguais" só no papel.
Que a nossa juventude possa escrever o seu nome na História. Contudo, quero chamar a atenção para uma situação grave: até que ponto este movimento não está sendo orquestrado por gente muito poderosa, cujo objetivo é criar o CAOS, e, como pretexto, dar um golpe de Estado?
Pode ser um delírio, mas em se tratando da Direita reacionária e de boa parte da mídia no Brasil, todo o cuidado é pouco. Ou já não há gente pedindo o impeachment da presidente? Afinal, temos um histórico de golpes de Estado neste país...
P.S.: Parece que eu estava certo ao escrever o texto em junho de 2013. A presidente Dilma não sofreu um golpe militar, mas parlamentar, com certeza. Sempre que o povo é colocado no orçamento público, as quarteladas acontecem...